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“O Porto de Chancay pode revolucionar a logística no Norte do Brasil, mas precisamos de apoio político”, diz Rodrigo Pires

Integrando a comitiva de empresários brasileiros e autoridades em Lima, no Peru, para conhecer as obras do Porto de Chancay, Rodrigo Pires acredita que a proteína animal se tornará o principal produto de exportação do Acre com a construção do novo porto.

“É necessária uma forte base de apoio político para resolver questões alfandegárias e logísticas. Outros modais, como a ferrovia que permitiria o transporte de grãos pela Cordilheira, são uma possibilidade distante. No entanto, a proteína de aves, suínos e bovinos possui um grande mercado rodoviário e precisa de incentivos e atenção por parte das autoridades”, argumenta Rodrigo.

Segundo o empresário, a BP Agronegócios está localizada na rota do Pacífico, com áreas de plantio, silos e uma futura fábrica de ração. “Estamos torcendo pela habilitação do Frigonosso para a exportação da carne do Acre, considerada a melhor do Brasil para a China”.

Porto de Chancay:

O Porto de Chancay é de extrema importância para as exportações do Peru para a Ásia e a Oceania, uma vez que a maioria das cargas atualmente viaja primeiro para a América Central e do Norte. O Peru carece de portos capazes de receber navios de grande porte completamente carregados, o que aumenta os custos de transporte. Com o Porto de Chancay, navios de 18 mil a 24 mil TEUs podem chegar diretamente, reduzindo em pelo menos 10 dias a rota entre o Peru e a Ásia.

Além disso, a interconexão com o Brasil torna o novo porto uma transformação logística significativa para a Região Norte, impactando diretamente o Acre. O Amazonas, com sua produção de eletroeletrônicos e produtos químicos; o Acre, com sua produção de cacau, café e castanha; e Rondônia, com a produção de soja, milho e arroz, podem ser os grandes beneficiados.